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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O sabado de ovelhas....muitas ovelhas...

Como já referi aqui, tive um sábado muito produtivo...em termos fotográficos claro...porque eu não pus a mão na massa ...( por enquanto).
Mas não foi só a fotografia que me deixou extasiada com aquele espaço...tudo lá foi fantástico...o ambiente, as pessoas...o miúdo...os animais...a serra...o acordar cedo...e apreciar uma vista fantástica sobre o rio e a cidade.
Percebi que ás vezes queremos dar tanto aos nossos filhos...e esse tanto que achamos importante...não tem valor nenhum...porque na verdade...o que eles mais precisam não tem custo monetário...não se vende...o que na realidade tem valor, está em nós....na dedicação que colocamos nas coisas e neles.
É o amor aos outros, é o amor a eles mesmos, é o amor aos animais e a todos os seres vivos que os rodeiam...
São os valores morais...é a humildade...é a sinceridade, a partilha...
Se todos os miúdos pudessem correr no campo...calçar de manhã as botas de borracha e saltar por cima da lama e das poças...ao em vez de se agarrarem horas a fio á televisão e outros equipamentos equivalentes...
teríamos crianças/ adultos mais felizes...
Infelizmente estamos sufocados pela sociedade e por aquilo que ela nos quase obriga a fazer....vamos na corrente e agimos muitas vezes antes de pensar...cabe a cada um de nós contrariar a corrente...e ser o mais feliz possível...
Muitas vezes queremos dar aos nossos filhos aquilo que não tivemos... precisam eles realmente disso? Ou somos nós que nos queremos rever neles. 
Precisamos de mais tempo....para estar com eles...mas se o tempo é pouco...então gastemos esse pouco que temos...com muita qualidade.



Eu com um dos muitos borreguinhos amorosos que lá havia....
Há coisas que nunca mais vão ao meu prato....e borrego...é uma delas!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Horas do almoço...

A hora de almoço é aquele momento que das duas uma..ou aproveitamos para fazer qualquer coisa que nos é impossível em outras horas...ou aproveitamos para relaxar...
Hoje fui a uma consulta...e ao dirigir-me ao carro...pensei...hum...vou almoçar a casa...mas depois...senti aquele solinho tão bom e que á tanto tempo não dava a cara...e achei que seria um desperdício ir enfiar-me em casa...
Enfiei-me no café mais próximo ...comprei uma sandes...e lá fui eu...ter um momento Zen...como há muito não tinha...

 Moro numa cidade privilegiada...á beira mar...e ás vezes nem me dou conta das coisas boas que estão mesmo ali ...e que com a azafama do dia-a-dia me passam ao lado...

E foi ali ..naquele banco de jardim...com vista para a Tróia.. que comi a minha sandes...e me dei ao luxo...de não abrir a boca durante 1 hora ( a não ser para enfardar) e ler o meu livro...enquanto o sol me aquecia...

Se amanhã estiver assim...lá vou eu...e desta vez levo uma toalhita...sempre posso ir molhar os pés! :D

Estava mesmo a precisar...foi como se ...tivesse ido de férias...durante aquela horinha...

Procurem um espaço perto..que vos possa proporcionar um momento assim...e verão do que falo ;)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sardinhada!

Ora parece que a minha rica cidade á beira rio plantada quer entrar para o Guiness...eu na minha humilde opinião..podíamos entrar por vários motivos...devemos ter o maior numero de desdentados por m2 do país! Ou então sempre que a cidade por qualquer motivo aparece nas nossas tv's os jornalistas teimam em escolher a dedo os melhores " emplastros"... any way...

Dia 29 de Maio no Largo José Afonso vai haver uma mega sardinhada...com cerca de 6 toneladas de sardinhas prontas a ser consumidas!!!

Se eu vou lá estar????!!!??? Mas isso pergunta-se!!

e já tem site!!e vai lá estar o Mourinho...e eu!! Fogo...vocês tem de ir!!

domingo, 2 de maio de 2010

Um pouco de Historia!

Suponho que a primeira referência ao topónimo que iria florir sob a forma Setúbal é a que ocorre na «Geografia» de Edrici, um sábio árabe nascido em Ceuta, contemporâneo do nosso D. Afonso Henriques.

Diz ele: «Alcácer do Sal fica nas margens do Xetubre, grande rio navegado por navios e outras embarcações de comércio».

Não é nome de cidade, mas de rio. Mas é admissível que o rio tivesse tomado o nome da cidade junto da qual entrava no mar : Xetubre, ou Chetubre, pode ter relação com Cetóbriga, palavra da qual, aliás, se admite que tenha vindo Tróia, nome da lingueta arenosa que tem por debaixo uma cidade romana, por cima uma cidade turística.

Quando, mais tarde, surgiu um povoado nas margens alagadiças do rio, recebeu o nome do rio: Setúbal.

A cidade de hoje seria, assim, a herdeira do nome da cidade de há dois mil anos.

Tudo isto é conjectural e apenas possível. Os sábios têm esse vezo de preencher as lacunas do saber ao certo com a argamassa das hipóteses apenas verosímeis.

Neste dominio há só uma evidência: Setúbal nasceu do Sado, tem Cetóbriga por avo remota e Alcácer do Sal como parenta de quem herdou a fortuna.

Durante todo o séc. XII não existe qualquer referência a Setúbal. Compreende-se que assim seja.

Com Alcácer do Sal nas mãos dos sarracenos e Palmela em poder dos cristãos, devia ser dificil sobreviver nas margens do rio.

Após tentativas sangrentas e malogradas, Alcácer foi conquistada pelos cristãos em 1217. Foi, desde logo, arvorada em cabeça da Ordem Militar de Santiago, e um dos rendimentos da Ordem era o imposto sobre o pescado e a tributação das mercadorias entradas pela barra do Sado.

Foi assunto, aliás, que degenerou em conflito entre o Rei e o mestre da Ordem, porque ambos entendiam ser seu esse rendimento.

Em 1274 foi finalmente negociado um acordo entre os hábeis juristas de D. Afonso III e o mestre Paio Peres: de todas as barcas com panos, ferro, cobre, madeira, metais, couros, cera, que entrarem pela barra do Rio que vem de Alcácer tenha o Rei a dízima, e a Ordem a dízima dessa dízima.

De tudo o que sair pela barra, tenha a Ordem os seus direitos conforme combinar com os donos das cargas. E o Rei não tenha nada, a não ser que se trate de mercadorias que, por lei geral, estejam sujeitas à dízima real.

Ponto 1. Ponto notável do acordo: Setúbal era o porto obrigatório. Penso que foi assim, como porto fiscal, que Setúbal nasceu. Mas cresceu de uma forma surpreendente.

À rápida agonia de Alcácer do Sal foi o preço da brilhante trajectória de Setúbal. Em Alcácer tudo o que era gente viva foi passado a fio de espada pelos Cruzados, em 1217.

Deixou de ser lá a metrópole do sal, deixaram de se construir navios (talvez sejam lembrança deles as florestas de pinheiros mansos que ainda cobrem a zona).

E praga simultânea foi o assoreamento do curso do Sado, que deixou de ser praticável a navios. As terras pantanosas foram utilizadas para a plantação de arroz e as febres palustres dizimaram implacavelmente quem se tentou ali fixar. Mas o sal continuava a ser preciso. Tinha sido sempre, e continuou a ser, a alma de Setúbal.

Não andará longe da verdade quem explicar pelo sal a expansão da cultura campaniforme. E verdade comprovada que foi com aquele sal que pagámos aos holandeses as indemnizações de guerra, depois da Restauração.

Mas os lugares de venda devem ter acompanhado a mudança dos lugares de desalfandegagem.

Isto é: pelo menos desde o acordo de 1274 fixaram-se em Setúbal e desencadearam o crescimento da terra. Em 1248 já se diz missa em Santa Maria da Graça.

Nos anos seguinte, a terra tem foral, concedido por Paio Peres Correia, que nesse documento faz uma alusão aos valiosos serviços que os setubalenses lhe prestaram na conquista do Algarve. Que serviços seriam ?

No séc. XIV a vila conquista um território para seu alfoz. Os setubalenses estavam fartos das intromissões e abusos dos vizinhos de Palmela, que olhavam para eles de cima para baixo com indesmentível razão geográfica.

Dai a demarcação de um termo próprio, em 1343. Pouco depois (1386) assinam o compromisso da Senhora da Anunciada, em que se obrigam a realizar as sete obras da Misericórdia, «dando aos famintos de comer e aos sedorentos de beber e a hospedes albergue e aos nus vestimento, aos enfermos visitamento, aos presos acorrimento, aos mortos soterramento e ás nossas almas salvamento. Ámen».

É espantoso que, com um documento destes, Setúbal nunca tenha reivindicado o titulo de sede da primeira Misericórdia Portuguesa.

Na raiz do crescimento de Setúbal está a actividade de três e três grupos sociais: o pescador, o salineiro, o almocreve.

A cidade moderna escolheu como heróis epónimos o poeta Bocage e a cantora Luisa Todi, , que sem dúvida mereceram os monumentos que a que a contemporaneidade lhes erigiu.

Mas os heróis colectivos e fundamentais que serviram de alicerces á grandeza da cidade são estes que eu digo :

os pescadores, que nas lides de um mar particularmente rico capturaram o pescado, e em especial a sardinha, os marnotos, que na faina dolorosa das salinas produziram o sal que permitia transformar o peixe fresco em alimento duradouro,

e os almocreves, que, a tanger longas récuas de mares, lares, levaram a sardinha de Sesimbra e de Setúbal a toda a charneca alentejana e, além dela, a grande parte da Estremadura transraiana.

No Séc. XVI Setúbal merece ser condecorada com o titulo de «notável vila» (1525).

Em 1553 as duas velhas freguesias (Santa Maria e São Julião) desdobram-se em quatro.

Em 1580 é a única vila Portuguesa a tomar energicamente posição pelo candidato nacional). António Prior do Crato.

Em 1583 é ordenada a construção do Castelo de S. Filipe, destinado á defesa da barra do Sado.

Em 1584 é fundada a Irmandade dos homens de Cor.

Em 1598 a Irmandade dos homens de Ganhar, isto é, dos trabalhadores e braçais. E a Senhora do Socorros, cujo templo ainda existe.

No século seguinte, a actividade do porto é ameaçada pelo assoreamento da barra.

Em 1619 verificou-se que, entre a torre do Outão e a ponta de Tróia, onde já passaram caravelas se podia agora, na baixa-mar, passar-se a pé.

Era o desastre: os navios que vinham ao sal largavam no rio o lastro de areia. Mas a barra e o comércio continuou.

Em 1735 o banqueiro Torlades, de Hamburgo, abriu uma agência em Setúbal. Prova vigorosa da vitalidade da economia local é a rápida reconstrução após o terramoto de 1755.

O séc. XIX é já o tempo da consagração.

Em 1848 é iniciada a Avenida Todi.

Em 1855 as sardinhas de Setúbal alcançam menção honrosa na exposição de Paris. Aparece então, lançado por José Maria da Fonseca, o moscatel de Setúbal.

O comboio chegou em 1 de Fevereiro de 1861, já então Setúbal era cidade.

O decreto que assim a nomeia explica a promoção « não só pela sua população e posição geográfica e pela quantidade de edifícios que avultam dentro dos seus muros, mas também pelo movimento e vastidão do seu comércio devido ao porto de mar »


extraído daqui


interessante não é?




Um jantar porreiro

Não costumo publicitar espaços, mas a verdade é que o jantar de ontem foi muito divertido...e apetece-me falar do espaço que acolheu aquele casal que de vez em quando despacha a miúda para a avó! :P

Pirata's Bay em Setúbal, é um espaço jovem com ar fresco, recheado de gente divertida e com óptimo atendimento, musica ambiente de grande animo em que há alturas que o som sobe e o restaurante canta em uníssono, fazendo parecer que estão todos juntos na mesma festa...e se por acaso alguém faz anos...o restaurante em peso junta as vozes para saudar a aniversariante que por norma muda de cor 15 vezes...passando pelas cores primarias e tocando muito levemente nas secundarias e varias escalas de roxo.

O rodízio é muito agradável, eu não consegui provar todas, saí de lá prenha de 9 meses, não, não fiz um bebe em cima da mesa, mas trazia a barriga esticadíssima de tanta comida, e o melhor é que a massa das pizzas é finíssima, ou seja...não vamos empanturrados de pão para casa...
Ainda temos dois tipos de massas que não se ficam nada atrás do resto...

Por isso aconselho que visitem este restaurante simpático, decorado ao pormenor...desde as cadeiras e das mesas, aos candeeiros, ás caveiras espalhadas pela sala, o barco lá dentro...muito bom....para mim...só faltou os empregados estarem vestidos a rigor...para a coisa ser perfeita!!

deixo o link para que possam ver a morada e algumas fotografias... aqui